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Resisti por tanto tempo aos desacertos
Perdoei-me para poder perdoar
Acolhi com braços de ternura teus maiores desassossegos
Silenciei para ouvir tua voz
Busquei a sombra do teu corpo quando o vazio do meu queimava
Depois de tantos caminhos trilhados 
As pegadas foram levadas com o vento
O tempo tornou-se gélido e sombrio
E aquilo que fiz eterno em minh’alma
Agora escorre como lava derretida de um vulcão 
É preciso fechar meus olhos para poder, novamente, sentir.
 
 
(Patrícia Belmonte)
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Olhos que veem horizontes
Além dos caminhos distantes
Olhos que cruzam oceanos

Que sentem

No correr lacrimoso do inconstante
A brisa da salvação

Gestos que brandem chegadas
Que socam incompreensões
Gestos que silenciam a alma

Que pedem

Perdão ao extremo da hora
O terno da remição

Encontro-me em tantos poentes
Silencio ou grito
Na dúbia existência
De percorrer extremos
Entre sorrisos e lágrimas

Sobre(viver)!

 

(Patrícia Belmonte)

 

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